quinta-feira, 16 de julho de 2009

Também há muita música nos barbudos pátrios*

Pata lenta, segundo disco de Norberto Lobo




«E é em "Pata Lenta" que tudo ganha sentido. É nesta música, umas vezes vertiginosa, outras dolente, doce e abstracta, melodiosa e profunda, que qualquer ouvinte consegue encontrar o que o encante. "Pata Lenta" é uma mise en abyme, uma vertigem de música dentro da música. Tudo o que ele ouviu, toda a gente com quem ele toca, o seu reportório retrabalhado, uma melodia que a memória levou aos dedos, a energia do dia em que o gravou. O mistério da música de Norberto é que atrai quem sabe tocar a querer tocar com ele e quem não sabe a querer partilhar o espaço sonoro do disco ou o espaço físico de um concerto. »


Rui Tentúgal, Expresso


Muda que muda, segundo disco de João Coração





«O mais surpreendente compositor, cançonetista, humorista e anti-ícone pop nascido nesta desamada pátria nos últimos muitos anos.

Um autor clássico com um fétiche por sons retro e instrumentos alheios à história do rock, um autor capaz de caminhar aquela linha entre o glorioso e o ridículo, a mesma que Tom Waits e Gainsbourg percorreram vezes sem conta.

Um Gainsbourg da Arrábida, a resposta portuguesa ao tédio burguês à francesa, as canções que vão ganhar os próximos Festivais da Eurovisão ou a banda-sonora do próximo Wes Anderson. Ao leitor pede-se pouca poeira na cabeça. A João Coração peçam-lhe tudo.»


João Bonifácio, Ípsilon, Público
(entrevista)

*Além da que há nos barbudos Bonnie "Prince" Billy e Iron and Wine