domingo, 28 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

A mosca

Este post ao contrário do que o nome parece indicar, não irá abordar esse insecto
do reino Animalia, filo Arthropoda, classe Insecta, ordem Diptera, subordem Brachycera, família Muscidae, género Musca, e espécie Mosca domestica(não não tenho conhecimentos de biologia, a Wikipédia é que tem destes milagres).
Apesar de ser um animal altamente incomodativo com as suas mordidelas durante o período de maior calor, também não é um post para eu descarregar ira para cima destes "simpáticos" insectos.

Este post basicamente é sobre a música The Fly, uma das minhas favoritas, ao nível da sonoridade e da letra, e também porque representa uma fase de transição musical da minha banda favorita, como li algures o Auchting Baby, álbum onde a música está inserida é o som de quatro homens a derrubarem a Joshua Tree à machadada.

Além do som, durante o filme U2 3D esta música teve momentos de grande impacto visual quando, de entre outras frases, me entrou pelos olhos dentro EVERYTHING YOU KNOW IS WRONG.

É possível que sim, cada vez mais posso ir comprovando isso, e tambem que as estrelas are falling from the sky e que o nosso world is in darkness tonight.

E que qualquer homem pode rise and a man will fall, como a famosa Fly on the wall.

E como não consigo encontrar uma versão que me agrade mais, vou colocar três versões ao vivo da música, de épocas diferentes.

Em 1993:


Em 2001:


Em 2006:



segunda-feira, 15 de junho de 2009

I FIHT


Escrevo acerca do primeiro Festival Internacional Henriquino de Tunas, e para o descrever só encontro uma palavra: fantástico.
Não sei por onde começar, mas desde sexta à noite com a recepção e o convívio com a muy nobre Tuna de Léon que se estava a começar a gerar uma atmosfera fantástica.
Chegados ao sábado à noite o festival abre com o instrumental da nossa Tuna, e aquele começo com o Theatro Circo (sala Sublime) em escuridão, com o barulho do mar, começando então o contrabaixo com o seu ritmo o entrar do maravilhoso mundo dos sons em acção.
Finda a nossa abertura, entrou em palco a ATITUNA com um desempenho ao seu melhor nível, que aguçou o apetite de todos os presentes para o que viria a seguir.
Começou então a estreia (e que estreia!)INTERNACIONAL dos jograis da nossa Tuna, que foram um dos grandes sucessos da noite.
Seguiu-se entao o cuncurso que foi vencido pela Tuna de Medicina da Universidade do Porto.
Passadas as entregas de prémios voltamos ao palco, onde foram vividos momentos de grande intesidade, como durante as parte vocal de Dezembro, as brilhantes interpretações dos solistas, com destaque para a estreia da solista Diana, com o tema Lela.
Antes destes momentos intensos, aconteceu um momento de grande intensidade, embora por motivos diferentes, aquando dos segundos de silêncio (absoluto) efectuado por todos os presentes em memória de um familiar da Tunante Patrícia, falecido nesse dia.
Estavam lançadas as bases para uma grande actuação plena de entusiasmo e alegria, que findou com uma música extra, a Estudantina Portuguesa, que me fez olhar em volta e perceber que estava a viver momentos irrepetíveis, com o Theatro Circo cheio a aplaudir-nos e a cantar connosco, nós a tocar como nunca, e com sorrisos de felicidade estampados no rosto, esperando que a actuação se prolongasse por tempos infinitos.
Findo o festival, diversão no sardinha e recuperação de tanta emoção.

Gostava de deixar uma palavra ao Bomba pelo seu grande desempenho na tarde de Domingo na esplanada do Macieira, onde ele esteve grandioso a todos os níveis!

Padres (III)


Walt Kowalski: [para o padre] I think you're an overeducated 27-year-old virgin who likes to hold the hands of superstitious old ladies and promise them everlasting life.

Clint Eastwood, Gran Torino

Padres (II)

“O milagre, disse o padre juntando as mãos, Que milagre perguntou o cornaca ao mesmo tempo que sentia a cabeça dar-lhe uma volta, Se o elefante fosse ajoelhar-se à porta da basílica, não te parece que seria um milagre, um dos grande milagres da nossa época, perguntou o sacerdote tornando a unir as mãos, Não sei nada de milagres, na minha terra, lá onde eu nasci, não os há desde que o mundo ficou criado, imagino que toda a criação terá sido um milagre pegado, mas depois acabaram-se, Agora estou a ver que afinal não és cristão, Vossa paternidade decidirá, a mim dera-me uma besuntadela de cristianismo e baptizado sou, mas talvez ainda se perceba o que está por baixo, …, Pelo que ainda espero de ti, perdoo-te as blasfémias, mas, quando isto terminar, terás de confessar-te, E que espera vossa paternidade de mim, Que leves o elefante à porta da basílica e o faças ajoelhar aí, Não serei capaz, Tenta-o, Imagine vossa paternidade que eu levo lá o elefante e ele se recusa a ajoelhar-se, embora eu não entenda muito destes assuntos, suponho que pior que não haver milagre é encontrar-se com um milagre falhado, Nunca terá sido falhado se dele ficaram testemunha, E quem vão ser essas testemunhas, Em primeiro lugar, toda a comunidade religiosa da basílica e quantos cristão dispostos consigamos reunir à entrada do templo, em segundo lugar a voz pública que, como sabemos, é capaz de jurar o que não viu e afirmar o que não sabe, Incluindo acreditar em milagres que nunca existiram, perguntou o cornaca, São esses os mais saborosos, dão trabalho a preparar, mas os esforço que pedem é em geral compensador, além disso, aliviamos de maiores responsabilidades os nossos santos, E as de deus, A deus nunca o importunamos para que faça um milagre, quando muito recorremos à virgem, que também é dotada de talentos taumatúrgicos, Quer-me parecer, disse o cornaca, que pela vossa igreja católica anda muito cinismo, Talvez, mas, se te falo com tanta franqueza, respondeu o sacerdote, é para que percebas que necessitamos mesmo esse milagre, esse ou outro qualquer, Porquê, Porque lutero, apesar de morto, anda a causar grande prejuízo à nossa santa religião.
(…)
Chegado perante a porta da basílica, perante uma multidão de testemunhas que por tempos vindouros irão certificar o milagre, o elefante, obedecendo a um ligeiro toque na orelha direita, dobrou os joelhos, não um, com o que já se daria por satisfeito o padre que viera com o requerimento, mas ambos, assim se vergando à majestade de deus no céu e dos seus representante na terra. … A assistência unanimemente, caía de joelhos e a múmia do glorioso santo antónio estremecia de gozo no túmulo.
(…)
Nessa mesma tarde, dois pombos-correios, um macho e uma fêmea, levantaram voo da basílica em direcção a trento levando a notícia do portentoso milagre.”


José Saramago, A viagem do elefante

Padres (I)


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Love Rescue Me

Uma música que simboliza o verdadeiro som dos U2. Brilhante execução de Love Rescue Me, com BB King. Verdadeiramente sublime...



Love rescue me
Come forth and speak to me
Raise me up
And don't let me fall.
No man is my enemy
My own hands imprison me.
Love rescue me.

Many strangers have I met
On the road to my regret
Many lost who seek to find themselves in me.
They ask me to reveal
The very thoughts they would conceal.
Love, rescue me.

And the sun in the sky
Makes a shadow of you and I
Stretching out as the sun sinks in the sea.
I'm here without a name
In the palace of my shame
I said, love, rescue me.

In the cold mirror of a glass
I see my reflection pass
I see the dark shades of what I used to be.
I see the purple of her eyes
The scarlet of my lies.
Love, rescue me.

Yeah, though I walk
In the valley of the shadow
Yet, I will fear no evil.
I have cursed thy rod and staff
They no longer comfort me.
Love, rescue me.

Sha la la la etc.
I said love, love, rescue me.

Yeah, I'm here without a name
In the palace of my shame
I said love, rescue me.

I've conquered my past
The future is here at last
I stand at the entrance to a new world I can see.
The ruins to the right of me
Will soon have lost sight of me.
Love, rescue me.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Bersabeia

"Concentrada a acumular os seus quilates de perfeição, Bersabeia considera virtude o que já não é senão uma avara exaltação para encher um recipiente vazio de si mesma; não sabe que os seus únicos momentos de abandono generoso são os do desprender de si, deixar cair, expandir. Contudo, no zénite de Bersabeia gravita um corpo celeste que resplandece de todo o bem da cidade, encerrado no tesouro das coisas deitadas fora: um planeta ondulante de castas de batata, guarda-chuvas rotos, meias soltas, cintilante de cacos de vidro, botões perdidos, papéis de chocolates, pavimentado de bilhetes de eléctrico, unhas e calos cortados, cascas de ovo. A cidade celeste é esta e no seu céu correm cometas de longa cauda, postos a voltear no espaço pelo único acto livre e feliz de que são capazes os habitantes de Bersabeia, cidade que só quando caga não é avara calculista interesseira."

As cidades e o céu 2, d'As Cidades invisíveis de Italo Calvino

Boato (Encher de fancarias, amar de coração)



Ansiolíticos tv cinema jornal
E vivo o bem menos mal


Foi tanta porcaria tornou-se natural
E por toda a cidade fez-se prática normal