Sem muito a acrescentar, gostaria de dizer a todos os que não repararam que ontem o GRANDE José Cid fez 50 anos de carreira, sim, cinquenta anos de carreira!!!
Não, não é um artista supra dotado em termos vocais, mas é uma figura super carismática, um senhor do palco, um dos poucos que verdadeiramente atravessou gerações e gerações, já que é possível ver míudos de 12 ou 13 anos a cantarem músicas dele, passando pela faixa dos 20 anos, dos 30, subindo de forma crescente até à faixa dos 60 ou 70 anos.
"Se o Rui Veloso é o pai do Rock, eu sou a mãe! Ainda ele não era conhecido e já eu gravava discos..." (by José Cid)
E quem fala assim...!
domingo, 25 de novembro de 2007
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2 comentários:
Lamentavelmente ainda me lembro da imagem do José Cid apenas coberto por um disco de ouro, imagem que vi em tenra idade e que contribuiu para um bocadinho da minha insanidade. Lembro-me também, até por serem tempos recentes, do José Cid ser, juntamente com os Delfins, um dos grandes enxovalhados musicais dos comediantes (a maior parte "pseudo") do Levanta-te e ri. Para mim o grande mérito do homem é ter aguentado sempre tudo isto com muito boa disposição e ter continuado o seu caminho, mas não chega para que tenha admiração por ele, à parte de achar alguma piada ao seu discurso. Apesar de tudo para parvo de eleição prefiro o Manuel João Vieira.
Reconheço-lhe também o mérito de ser o autor de ser o autor daquele que é considerado um dos melhores álbuns mundiais de sempre em rock progressivo, álbum que não conheço.
"Chego à repartição
Dou um beijo ao escrivão
E nem toco na secretária
Que é tão boa"
Comentário algo redutor do artista que é José Cid.
Como o jhb disse, José Cid é autor do álbum «10000 anos depois entre Vénus e Marte», irrepreensível álbum de rock progressivo e aclamado pela crítica a nível mundial - a Billboard incluiu-o numa lista dos 100 melhores álbuns de rock progressivo de sempre. Pena que a ignorância que é tão característica da população portuguesa tenha afundado um dos compositores mais criativos que Portugal alguma vez terá.
Além disso, é de assinalar o grande trabalho experimental desenvolvido nos tempos do Quarteto 1111 assim como o EP «Vida - Sons do quotidiano», esforço na altura desvalorizado pelos «entendidos» de então.
Permita-me discordar num ponto: José Cid é um dotado músico, dominando os mais variados instrumentos de teclas, desde o órgão, ao piano, até ao mais alternativo mellotron, além de ser um muito capaz vocalista.
Convido-o a instruir-se um pouco mais: ouça algum do material que referi, não se arrependerá se for um apreciador capaz.
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